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Attention

«I am the author of my life. Unfortunately, I am writing in pen and can not erase my mistakes.» - Bill Kaulitz

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«I am the author of my life. Unfortunately, I am writing in pen and can not erase my mistakes.» - Bill Kaulitz

Qua | 25.10.17

Tu, o rapaz da carteira da frente. (Desafio)

twilight_pr

Antes de mais nada quero agradecer à Only por me ter nomeado para este desafio bastante interessante e que realmente nunca tinha visto e eu realmente fiquei bastante curiosa em relação a ele. Espero que tenha ficado alguma coisa de jeito, fiquei contente com o resultado mas mesmo assim... sou demasiado auto-crítica para o meu gosto, portanto... digam de vossa justiça. Continuando, quero (antes de passarem para a leitura) que saibam no que consiste este desafio:

Basicamente, quem for nomeado tem de fazer um texto romântico, seja ele fictício ou não, levando a captar diferentes tipos de textos românticos ao longo dos blogs. Eu achei uma ideia bastante interessante e por isso aqui estou eu!

Vamos lá ao texto:

~*~

Não me considero uma daquelas raparigas que andam sempre babar-se para cima de ti e que sempre que sais do teu lugar, elas também o fazem para te ajudarem no que for preciso. Tenho olhos na cara, por muito que eles precisem de ajuda para verem bem, não consigo tirar os olhos de cima de ti.

Estás sentado à minha frente, não consigo deixar de olhar para o teu cabelo loiro, que já está mais castanho do que outra coisa. Não consigo deixar de sorrir para a tatuagem que tens na nuca, especialmente sendo uma das poucas a querer aparecer no meio de tanto tecido a tapar a tua pele. Estás a escrever algo, mas sei que é tudo menos sobre aquilo que a nossa professora está a dar, não sei como mas és daqueles rapazes que consegue sempre safar-se às matérias todas mas que fazes tudo menos estar atento às aulas.

O teu irmão já me olhou umas três vezes desde que a aula começou, especialmente porque quer saber o que é que a professora tinha acabado de dizer porque ele não tinha conseguido apontar completamente. Quando foi a quarta era porque tinha acabado de se aperceber que não tinha consigo uma borracha. Emprestei apenas porque tenho esperanças de que a possas usar. Gosto da ideia de ti a usares as minhas coisas.

 Acho que nem sabes que eu sou. Quer dizer, cumprimentas-me sempre quando entras na sala e te sentas à minha frente e lanças-me aquele teu sorriso amigável que faz com que eu ganhe o dia. Mas não acho que saibas quem eu sou. Possivelmente deves lembrar-te de mim como a miúda que se senta sempre atrás de ti.

Acabas de colocar uma dúvida à professora que ainda nem entendi como é que tinhas estado atento ao que ela tinha dito, especialmente por teres passado quase a aula inteira a escrever no teu caderno de apontamentos. Gosto da tua letra, ela é inclinada e muito bonita. Mais bonita que a minha.

Deixo cair o lápis mesmo em cima de ti depois de ter parado de o morder. Só me quero enfiar num buraco pela forma como tudo aconteceu. Olhaste para baixo e acabaste de ver onde é que o meu lápis está, quando a professora finalmente parou de te explicar as coisas, tu agradeces-te e abaixaste-te para o pegar. Pensei que iria ver os teus olhos cor de avelã... tu não te viraste para mo devolver.

Triste, passo os apontamentos para não pensar mais em ti e no desejo de beber um café para despertar. Não esperava aquela reação, normalmente és sempre aquele que se levanta para entregar os objetos caídos às pessoas...

A aula acabou e eu levanto-me para começar a arrumar tudo o que tinha tirado da mala para sair da sala, sem ser notada. Se soubesses quem era eu, dirias que eu era a miúda estranha que está atrás de ti e que sai a correr da sala para ninguém falar com ela, como uma anti-social.

Estou a sair da sala e oiço a tua voz. Estaco especialmente porque oiço o meu nome a ser proferido por ti. Era a primeira vez que o fazias e o meu coração parecia que me estava a sair pela boca. Viro-me e tu estás a sorrir daquela forma para mim, estás com o meu lápis na tua mão.

-Deixaste cair isto.

Nem parece que estou a respirar. Estás a olhar para mim ainda com aquele sorriso e estendes-me o meu lápis. Eu pego nele e sorrio de volta, pela primeira vez.

-Obrigada.

Tu estás a sorrir de volta. Depois, olhas para trás e eu reparo no teu irmão que está a falar ainda com a nossa professora. Voltas-te para mim e eu ainda aqui estou a querer saber se consigo ter uma conversa contigo coerente.

-Gostavas de ir beber um café comigo?

O meu coração está a explodir de alegria, especialmente porque nunca pensei que isto fosse acontecer. Assinto com a cabeça e tu juntas-te a mim na caminhada, vamos os dois para o átrio principal e entramos no bar. Tu fazes o pedido e depois sentamos-nos os dois.

-Eu sou o Bill.

Eu já sabia o teu nome, tinha descoberto logo quando te sentaste à minha frente. No teu bloco de apontamentos tens a mania de assinar sempre tudo o que escreves e numa das vezes em que te levantaste reparei no teu nome.

-Sou a Dany.

Vi o teu sorriso e entendi que o que teríamos seria para sempre.

~*~

Nomeio então a Wonder, a Pipa, a Jules, a Sacha, a Anna, a Silver, a Just e a Liz.

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