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«I am the author of my life. Unfortunately, I am writing in pen and can not erase my mistakes.» - Bill Kaulitz

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15
Mai18

Book Store #324

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La Sombra Del Viento

La Sombra del Viento.jpg

Autoria de Carlos Ruiz Zafón.

Normalmente não leio em espanhol ou em inglês, especialmente porque com as manas e com o pai cá em casa a não lerem livros que não sejam em português e dado que partilhamos tudo, acaba realmente por ser mais dispendioso comprar livros na sua língua original ou então livros em inglês ou em espanhol, porque acabo no fim de tudo por ter de os comprar mais uma vez para que todos possamos ler.

No entanto, acabei por conseguir este livro em espanhol graças à mana mais velha e graças também à minha professora de espanhol. Como tinha de ler o livro em espanhol e como não quis aldrabar nem nada acabei mesmo por comprar o livro em espanhol, especialmente porque grande parte aquilo que me faz gostar de ler livros em espanhol é o simples facto de conseguir sentir a própria essência dos livros na sua língua original e isso deixa-me sempre muito mais espírito aberto.

Antes de falar realmente no livro, queria referir também que esta foi a segunda vez que li um livro em espanhol e ainda por cima tão grande. A primeira vez foi um livro que me foi recomendado e emprestado pela Sacha (a qual continuo eternamente agradecida) e que foi um livro sobre fácil de ler e totalmente romântico. Este livro por outro lado é muito maior do que o outro que tinha lido e de uma complexidade fabulosa que eu realmente nem sei bem explicar como tudo aconteceu.

Sem querer já adiantar nada quero já confessar que desde logo que o livro me prendeu e que eu adorei-o ligo assim que comecei a ler as primeiras páginas, no entanto, parece que sempre que tem de se ler um livro para a faculdade ou para a escola a motivação perde-se por completo e andei com este livro na minha durante 3 meses e muitas vezes sem o pegar completamente, especialmente porque lia outras coisas e também porque simplesmente não o conseguia pegar especialmente porque sabia que era algo sobre a faculdade e isso tem logo um peso enorme de obrigação que eu não gosto de ter quando leio livros, especialmente quando gosto deles.

Um dos aspetos de ler em espanhol que eu notei mais neste livro do que no primeiro livro que li é que é mais complicado de explicar às pessoas do que se trata o livro quando o li noutra língua. Hoje enquanto falava com a Pipa sobre ele, apenas me lembrava de palavras em espanhol para descrever o livro e de como ele era no final de tudo e ao fim ao cabo acho que ela acabou por ouvir um discurso entre português e espanhol porque muitas vezes estava sempre à procura de palavras em português porque tinha o discurso todo na minha cabeça em espanhol, porque eu lembrava-me da história toda em espanhol! É estranho, mas ao mesmo tempo totalmente fascinante quando penso nisso.

Falando agora a sério do livro (espero eu)! Esta parte vai ser um pouco também de espanhol, porque again há coisas que eu simplesmente nãos as consigo dizer em português, porque eu li-as em espanhol. Ao longo do livro fui realmente tendo sempre questões na minha cabeça de realmente saber o que vinha a seguir, especialmente porque ao longo das minhas colegas ninguém me queria dizer o que acontecia, até porque nem elas me poderiam dizer grande coisa porque ao fim ao cabo... elas também não tinham terminado o livro.

O livro é contado na primeira pessoa do singular por um rapaz Daniel Sempere e que quando estava quase a fazer 11 anos o seu pai acaba por lhe mostrar realmente a magia dos livros, mostrando-lhe um lugar oculto na cidade onde eles vivem. É nesse momento que o próprio Daniel acaba por descobrir um livro que muda totalmente a sua vida para sempre: La Sombra Del Viento escrito por Julián Carax. O seu pai não sabia da existência do livro na livraria e nenhum dos outros funcionários sabia. Daniel tinha ficado encantado com a escrita e com o próprio livro em si. Quando descobriu que Julián estava morto ele precisou de realmente de saber o que tinha acontecido até à sua morte.

Podia ser uma coisa apenas do momento tinha acabado de descobri um livro que lhe tinha aberto os horizontes para algo diferente, mas no entanto isso acabou realmente por não acontecer. Os anos passaram e Daniel continua super interessado no livro e consecutivamente em saber tudo sobre o autor. A coisa ainda ficou mais feia quando o inspetor começou também ele atrás dele para saber de tudo sobre o próprio autor.

O livro paira neste mistério de se saber quem é o próprio autor do livro La Sombra del Viento e tudo acaba por girar no fundo disso mesmo. Os amores de Daniel, os seus amigos e todas as desavenças que acontecem ao longo do livro acabam por acontecer em volta desse grande acontecimento. Confesso que acabei por ter um grande carinho pelo próprio Fermín que eu gostei realmente logo desde a sua primeira aparição e confesso também que não conseguia ir muito com a cara da Clara, mas no final acabei realmente por não conseguir suspirar por ver o Daniel com a Bea. Eles sim eu gostei bastante.

Uma das personagens que ao fim ao cabo mais me surpreendeu enquanto estava a ler o livro foi Nuria Monfort. Não foi apenas pelo seu nome que me fez automaticamente lembrar da Maria Monforte d'Os Maias, como ela realmente desde que apareceu no livro acabou por me surpreender bastante. Assim que ela apareceu ela realmente teve um papel mesmo muito importante na história e na descoberta tudo o que Daniel queria saber. Afinal, por algum motivo uma parte do livro é como uma carta ao próprio Daniel da própria Nuria. Fiquei com pena dela em alguns momentos, especialmente porque ela própria tinha abdicado de tanta coisa em prole de Julián Carax porque ela realmente gostava dele, porque ela realmente fazia de tudo por ele. Acho que todos os amigos de Julián fizeram o que podiam e não podiam fazer por ele, e eu acho com especial atenção para a Nuria e para o próprio Miquel (ando pela casa a dizer o nome dele, porque fiquei mesmo a gostar do nome e de como soa em espanhol).

Pensei primeiro que o próprio Daniel fosse uma reencarnação do próprio Julián quando ele foi dado como morto, porque dessa forma até se podia realmente afirmar o porquê da sua conexão com o próprio livro dele e assim por diante com o que tinha acontecido na sua história. No entanto, isso acabou por não ser bem assim (não querendo dar spoiler, dando). Primeiro pensei que vai na volta o Fermín estivesse realmente metido naquilo tudo, até porque aquele nem era o seu verdadeiro nome. Depois acabei por entender que era algo ainda mais simples e complexo que todas as minhas teorias na minha cabeça que eu normalmente tenho a mania de fazer. Especialmente porque Daniel e Julián era uma só pessoa, mesmo que fosse duas pessoas diferentes. Este pensamento é uma complexidade tão grande que eu realmente tive de parar de ler por momentos (já no final mesmo do livro), para pensar realmente no que tinha acabado de absorver, porque tinha sido realmente um baque. Complexo... simples e complexo se é que me faço entender.

O facto de ler em espanhol, nota-se logo uma forma de ler em espanhol totalmente diferente e normalmente o discurso e as falas são muito mais descontraídas e normalmente muito mais altas e tão descontraídas que até a Pipa quando eu estava a ler em voz alta pensava que os personagens estavam todos revoltados uns com os outros e isso nota-se realmente bem. Gostei da história e de toda aquela analepse feita no final do livro dando a entender o final do mistério que ainda não tinha terminado, sabia-se o mistério do passado.... faltava naquele momento descobrir o que faltava no presente.

Foi a primeira vez que li algo de Carlos Ruiz Zafón e estava um bocado reticente de não gostar do livro, porque sabia que toda a gente gostava do livro, sempre que eu falava do livro todos diziam que era um dos seus livros favoritos e eu realmente estava reticente de ser daquele grupo de pessoas (se é que existe) que simplesmente lhe é indiferente ou pior ainda.... não tinha gostado de todo do livro. No entanto, felizmente, posso dizer que gostei bastante do livro. Acho que até tinha gostado ainda mais do livro se eu não tivesse feito uma pausa tão grande na leitura, por causa do que já referi acima. 

Mal posso esperar para ler de novo em espanhol, mas entretanto... lá terei eu de ler pelo menos mais quatro livros no resto da semana!

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