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«I am the author of my life. Unfortunately, I am writing in pen and can not erase my mistakes.» - Bill Kaulitz

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27
Jun18

Book Store #328

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O Prof

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Autoria de Vi Keeland.

Quando pensei em ler este livro, achei que ainda teria tempo de lhe colocar um marcador em cima, mas estava profundamente enganada a esse respeito. Não deu para isso, nem sequer para ficar com ele 24 horas. É que nem isso.

O livro refere a Rachel, uma rapariga, que está a terminar a sua pós-graduação e trabalha como professora assistente. No entanto, por motivos da vida, o seu antigo professor de tese de doutoramento acabou por morrer e esse professor era com quem ela estava a trabalhar como professora assistente. Acontece que após isso, acabaram por lhe colocar com um novo professor na faculdade a trabalhar consigo: Caine. Caine um professor que odeia atrasos, que é bastante sedutor e que tenta ao máximo não pensar no seu passado. Grande parte daquilo que ela acaba por descobrir é porque mesmo antes de Rachel descobrir que Caine é com quem ela vai trabalhar, ela acaba por falar super mal com ele porque se engana e confundi-o com o ex-namorado da melhor amiga.

Assim sendo, as coisas pareciam ter começado com o pé esquerdo para os dois, uma das primeiras coisas que Rachel fez foi chegar atrasada e mesmo depois de saber que ele odiava tal coisa e já sabia de antemão que ele já tinha dispensado uma professora assistente sem motivo qualquer aparente.

A coisa estava negra na relação deles, mas ao longo do tempo as coisas acabaram por mudar radicalmente. Caine sentia que Rachel lhe era familiar, mas não a conseguia relacionar com ninguém que ele se lembrasse do seu passado. Por outro lado, Rachel sente essa familiaridade, mas não faz a menor ideia de onde é que realmente o encontrou ou se é apenas uma impressão porque estava totalmente atraída pelo seu professor ao ponto de, para passar mais tempo com ele, acaba por aceitar a oferta de que fosse ele o seu orientador de tese de doutoramento.

Rachel e Caine acabam por ter uma relação que não era possível, porque para todos os casos ele continuava a ser seu professor e isso acabaria por lhe dar um grande processo em cima se os dois acabassem por ser descobertos, assim sendo, fizeram de tudo para conseguirem estar juntos, mas sempre de forma a que não fossem apanhados. 

Ambos eram diferentes, Caine era mais reservado do que Rachel em certos aspetos, mas em outros... Caine simplesmente não conseguia entrar realmente na vida de Rachel, porque ela sim tinha grandes monstros no seu passado que ela simplesmente os queria deixar lá. Rachel tinha passado anos horríveis após a morte da mãe, ficando apenas com a irmã mais velha e com o seu padrasto abusivo. As coisas não correram bem e os seus únicos momentos de salvação era quando ela própria acabava por ir à igreja sozinha, perto da sua casa, e acabava por se confessar afirmando que tinha pecado, quando na realidade não o tinha feito.

Acho que é um ponto essencial ver as partes do passado, que são contadas do ponto de vista do Caine, especialmente porque, de certa forma, dá-nos a entender o perfil de ambos os personagens, a forma como Caine se transformou ao longo dos anos graças ao que aconteceu naqueles momentos no passado e claro a forma como o passado de Rachel com o seu padrasto mudou completamente a sua vida: ela deixou a sua inocência graças a tudo o que sofreu com ele.

Já no primeiro livro que tinha lido de Keeland tinha gostado bastante da forma como ela tinha organizado tudo e volto a referir que ela fez um ótimo trabalho com este livro e ainda não entendi de qual deles gosto mais, mas acho que acabo por me inclinar muito mais para este.

Uma das coisas que eu mais gostei durante este mesmo livro, foi o momento de ver tanto a Rachel como Caine a trabalharem realmente para a faculdade, tanto Rachel como professora assistente, como na sua tese. Isso ajudou imenso a refletir e a ver-se realmente um campo académico. A meu ver é mais fácil colocar as personagens num emprego e partir daí do que colocá-los em aulas e pronto, porque normalmente daquilo que eu leio quase que se esquecem que eles têm aulas, independentemente de serem adolescentes ou estarem realmente na faculdade. Como isso não aconteceu neste livro, fiquei realmente contente por isso ter acontecido.

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