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«I am the author of my life. Unfortunately, I am writing in pen and can not erase my mistakes.» - Bill Kaulitz

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06
Ago18

Book Store #340

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O teu aroma a pêssego

O teu aroma a pêssego.jpg

Autoria de Megan Maxwell.

Quando a mana mais velha comprou o livro na feira do livro deste ano, pensei seriamente que seria um livro que acabaria por ser à base de uma relação sexual entre as duas personagens principais, independentemente da ação em si. No entanto, em relação a esse aspeto acabei por ser surpreendida pela positiva com todas as mudanças que acabaram por acontecer ao longo da história. Contudo, há aspetos que me fizeram não gostar assim tanto.

Ana é uma jovem adulta que trabalha num estúdio de fotografia com a sua melhor amiga Nekane, em Madrid, Espanha. Ana é inglesa, mas dadas às circunstâncias da vida acabou por se mudar para Espanha permanentemente e fazer a sua própria carreira num outro país e longe dos seus próprios pais e da sua irmã, Lucy.

Sete anos depois, Ana sentia-se feliz com o seu trabalho em Madrid e especialmente feliz com as novas amizades que tinha arranjado, como Nekane e ainda a sua vizinha do lado que era já uma senhora de idade, mas que a ajudava sempre. Contudo, a sua mudou totalmente quando a sua vizinha acabou por sem querer incendiar a sua cozinha. Quando os bombeiros vieram socorrer o piso, tudo mudou. Ana ficou perdida pelos olhares de um dos bombeiros espanhóis: Rodrigo.

Rodrigo, no entanto, não a via como uma mulher com quem pudesse dar umas cambalhotas e ponto final, simplesmente era uma amiga. Ana aceitou isso especialmente porque ele próprio estava a sair com uma das suas companheiras de quarto: Íris. No entanto, quando Ana finalmente começou a sair em frente, independentemente da forma como se sentia em relação ao bombeiro, acabou por engravidar depois de ter ido para a cama com um dos homens com quem ela se envolveu. 

Ana continuou com a gravidez até ao fim, no entanto, acabou por se meter na maior teia de aranha. Sabendo perfeitamente como era a sua própria mãe, Ana acabou por confessar que o pai da criança era Rodrigo, em vez de ser realmente um desconhecido que ela tinha conhecido outrora. Assim sendo, as coisas pioraram quando Ana acabou por mentir ainda mais a Rodrigo em relação à sua família, simplesmente porque não queria que o próprio descobrisse que os pais tinham uma grande influencia em Inglaterra com o trabalho que o próprio pai tinha e que vinha a desempenhar há imensos anos. 

Ambos não estiveram em sincronia em grande parte do livro, especialmente pelos sentimentos que a própria nutria por ele. No entanto, as coisas acabaram por ser um pouco maçadoras até para mim quando depois de ter a criança as coisas começam a dar demasiadas voltas. Por exemplo, era claro que Ana estava apaixonada por Rodrigo e independentemente de ter tido uma criança e estar magoada continuava a ser evidente que sim, no entanto, em vez de finalmente aproveitar que os sentimentos de Rodrigo tinham mudado, acabou por mudar radicalmente a sua estratégia e isso fez com que ambos acabassem por se magoar bastante no meio da história.

Gosto de histórias bem contadas e que não tenham realmente tudo a haver com relações sexuais e gosto ainda mais quando essas histórias bem contadas envolvem bebés e mulheres que estão na sua fase de gestação. Dá para ver realmente a forma como elas acabam por evoluir em relação a tudo, disposição, humor e apetite e independentemente de variar de mulher para mulher, é realmente interessante de ver isso.

Assim sendo, fiquei bastante contente ao ver a gravidez de Ana a ser explorada ao longo do tempo. A forma como ela se sentia e até os seus apetites e a forma como ela desejava coisas e misturas que simplesmente não passava pela cabeça de alguém que não estava grávida. Por exemplo, uma das suas experiências tinha sido Pickles com gelado de baunilha. 

Há muitos pontos bons no livro que quero mencionar como por exemplo a amizade que se vê em todo o livro. A amizade de Ana e Nekane é bastante marcante em ambas as personagens. Ambas sentem que ambas são o pilar uma da outra e em qualquer circunstância as duas estão lá para elas. A amizade de Ana e Rodrigo já é totalmente diferente, muito possivelmente porque aquilo que começou por ser uma atração por parte de Ana e uma amizade para Rodrigo, depois acabou por mudar ao longo dos tempos quando a situação se reverteu no final do livro até que finalmente pudessem entender que podiam simplesmente estar juntos e também ser amigos. As melhores relações são essas mesmas. 

Os pilares à volta deles os dois são bastante importantes, como os pilares familiares: Ana e Rodrigo podia parecer que não tinha nada em comum, mas era exatamente o contrário. Ambos viviam numa família dramática e até dizer chega com uma mãe totalmente controladora e que acabava por dar valor às aparências do que propriamente ao que aos próprios filhos queriam fazer da sua vida, especialmente quando tinham cursos fantásticos que tinham feito e que lhes dariam uma grande vida e um grande conforto a nível económico. Mais uma vez neste livro se nota aquele ponto importante em relação ao fazer-se aquilo que se gosta independentemente do lucro que se acabará por ter em níveis económicos. 

Por muito que o livro tenha momentos realmente importantes e simbólicos todas as controvérsias acabaram por maçar, especialmente por aquilo que já tinha referido anteriormente. Afinal, quando Ana e Rodrigo estavam finalmente em sintonia, a própria acabou por deixar tudo a perder simplesmente porque estava com medo, mesmo depois de ter passado 9 meses a pensar que não era correspondida. 

Enfim, espero poder ler outros livros e desta vez conseguir ver as minhas expectativas a serem superadas. 

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