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«I am the author of my life. Unfortunately, I am writing in pen and can not erase my mistakes.» - Bill Kaulitz

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29
Set18

Book Store #350

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Mil Vezes Adeus

Mil Vezes Adeus.jpg

Autoria de John Green.

Quando saiu o livro a primeira coisa que pensei exatamente que queria comprar o livro, mas sim "mas que raio de tradução foi esta?" Porque de Turtles all the way down para Mil Vezes Adeus, acho que vai um grande passo que eu realmente nem sei quem é que o vai dar.

Depois deste ponto principal, entendi que o melhor a fazer era ignorar o título e passar realmente para a história em si. Aza é uma rapariga que está no secundário e sente-se atraída pela história do desaparecimento de um bilionário que envolve 100 mil dólares como recompensa. Aza e a sua melhor amiga Daisy acabam por embarcar nessa grande aventura, mesmo quando todos os sinais dizem para parar, especialmente quando a família do bilionário é a casa vizinha à sua. No entanto, esta investigação vai fazer com que ela se aproxime mais uma vez de um velho amigo de infância: Davis, o filho do desaparecido. 

Davis é um miúdo isolado e que ambos se conheceram devido às circunstâncias. O pai de Aza tinha morrido e mãe de Davis a mesma coisa. Sem o instinto maternal e paternal um do outro, os dois acabaram por se sentir bastante apegados quando era mais novos. Com o tempo e como viviam em dois mundos totalmente diferentes, acabaram por se distanciar até àquele momento.

Contudo, a história não se prende apenas pelo desaparecimento do pai de Davis, mas sim em todos os problemas que Aza aparenta ter. Aza tem bastantes conversas interiores que várias são as vezes que lhe impedem de continuar com a sua vida na sua normalidade. É obsessiva compulsiva em relação à sua higiene e tende sempre a achar que tudo o que lhe rodeia acaba por fazer mal à saúde. Essa obsessão acaba por não ser controlada, nem mesmo por ela que sabe que não está bem. Aza tem a sua própria psicóloga e ela sente que está a piorar ao longo do tempo devido aos intervalos cada vez menores entre as consultas. Para piorar o seu estado, a sua tentativa de se aproximar de Davis deixa-a demasiado vulnerável para conseguir sequer beijar o rapaz, sem pensar antes nas bactérias que acabar por envolver um ato tão romântico como esse. Ora, fora isso, temos ainda a questão de querer ser uma filha e ainda ser uma boa amiga para Daisy.

No entanto, nada disto é facil quando se tem uma conversa interior consigo própria mais intensa do que aquelas que se tem com outras pessoas. Aza apenas se conseguia sentir como deve ser ao falar por mensagens com Davis, porque nessas alturas não havia possibilidade de contacto e nenhuma voz da sua cabeça acabaria por a atacar no meio de um dos encontros. Daisy consegue ser diferente, mas no entanto entende que ela tenha a sua batalha interior. O que não quer dizer que acabe por concordar com o seu isolamento. Aza acaba por deixar de lado a amizade de Daisy por causa dos seus problemas, deixando quase de conhecer a sua melhor amiga, que é completamente obcecada por Fanfictions de Star Wars.

O livro é complexo, mas com uma linguagem bastante coloquial. Conseguimos ver no meio disto tudo que Aza realmente tem um problema, mas fala e comunica como uma adolescente normal, o livro é todo em base no mundo dos adolescentes. No entanto, conseguimos ver vários tipos de adolescentes neste livro. Aza com os seus problemas interiores devido às conversas que lhe assombram a todo o santo dia; Daisy que é completamente obcecada por Star Wars e que escreve fanfictions, mas no entanto, acabamos por entender que ela não é uma rapariga cujos pais tenham muito dinheiro e acaba por ser bastante complicado para ela ter algumas regalias que todos os adolescentes gostam de ter: o carro, o computador xpto e até o telemóvel topo de gama; Davis que acaba por ser um menino rico da zona e que se sente demasiado anestesiado com o desaparecimento do pai para poder realmente sentir alguma coisa, sente-se completamente desamparado porque tem de tomar conta do irmão mais novo e o pai nem se tinha despedido dele. Ainda temos o irmão mais novo de Davis, que se encontra no início da adolescência e que acaba por ser o pequeno rufia da história, mas quando chega a casa é aquele menino que chora porque o pai não está e ninguém sabe se alguma vez vai aparecer e que pede sempre que alguém lhe prometa que ele realmente vai aparecer, porque custa ao rapaz entender que tudo terminou.

Há uma parte do livro que me perturba especialmente e confesso que foi uma parte que me fez dar alguns pontos negativos ao próprio livro. Aza andava na psicóloga e ela própria sabia que ela não estava bem. Tinha uma ferida no dedo que nunca cicatrizava porque estava sempre a abri-la devido ao seu pequeno problema interior. No entanto, a própria psicóloga sabia de tudo o que se estava a passar. Aza era daquelas pacientes que dizia realmente tudo o que lhe estava na cabeça e na realmente contava-lhe que não tomava os medicamentos, contava quando se sentia nervosa quando começava a pensar que estava realmente com uma nova doença que lhe podia matar em menos de um mês. Era possível notar-se que ela continuava a piorar, tanto que a própria psicóloga reduziu o espaço entre as consultas, mas mesmo assim não consegui entender que ela estava realmente mal ao ponto de se tentar matar para conseguir ver-se livre de todas as impurezas. Essa parte, fiquei um pouco de pé atrás. 

Contudo, o livro é realmente de John Green e nota-se perfeitamente que todas as nuances são da sua autoria. A forma de escrever e até de como tudo acaba por decorrer ao longo do tempo. Contudo, tinham-me dito que o livro fazia lembrar A Culpa é das Estrelas ou até mesmo À Procura de Alaska e para mim não teve realmente esse ponto, foi quase como Cidades de Papel.

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