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«I am the author of my life. Unfortunately, I am writing in pen and can not erase my mistakes.» - Bill Kaulitz

Book Store #496

"Luna and the Lie" > Uma mentira transformou a vida de duas pessoas para sempre.

17.10.22 | twilight_pr

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Nome: Luna and the Lie |   Autor: Mariana Zapata  |   Ano de Edição: 2018 | Editora: Edição Kindle | Páginas: 628 | Idioma: Inglês (não tem edição em português) |  Protagonistas: Luna & Rip |  Pontuação: 5 / 5

Desde que descobri a Mariana Zapata no final do ano passado que estou apaixonada pelos livros dela. Sou honesta. É possivelmente a minha autora favorita do momento. Grande parte dos seus livros, se não todos, acabam a tornar-se os meus favoritos! Uma das coisas que tenho adorado nos livros dela é, por norma, aquilo que me faz gostar menos de outros livros: esta autora faz livros enormes e incrivelmente lentos, mas tornam a leitura muito mais perfeita e real, dentro daquilo que é a ficção. 

Luna trabalha numa loja de mecânicos em que trabalha sobretudo na parte da pintura dos carros e dos pequenos arranjos. Apesar de ter vários conhecimentos dentro da área a nossa protagonista manteve-se sempre naquele ramo, especialmente porque a restante parte é trabalhada pelos outros colegas de trabalho. Ela sempre deu graças por ter aquele trabalho que a ajudava a sustentar - afinal tinha não só de se alimentar como também à sua irmã mais nova, que ainda vivia com ela. Luna sempre foi dada para a sua família e, apesar de haver uma parte dela que Luna tende a querer fugir a sete pés, sempre quis ajudar e proteger as suas irmãs mais novas. Duas delas já na faculdade e prontas para a vida adulta e a terceira ainda a terminar o secundário. Aquele trabalho tinha sido uma grande ajuda, especialmente o dono que era seu amigo e quem lhe tinha dado a mão num dos piores momentos da sua vida.

No entanto, as coisas andavam diferentes desde que o segundo dono tinha aparecido e começado a trabalhar também com eles e ele era o maior grumpy que alguma vez Luna tinha visto na sua vida. Ele não era mau nem nada que se parecesse, mas claramente que estava sempre mal-humorado com todo o mundo, incluindo com o primeiro dono aka sócio. As coisas tinham mudado tanto desde que havia dois chefes, que Luna tinha sentido o mood a mudar ao ponto de todas as semanas (para não dizer dias) haver discussão entre eles e era ela a única que conseguia pará-los.

Um dia, Luna tem de mentir para ajudar Rip - o novo sócio da loja - e a partir daquele momento o nosso protagonista fica em dívida para com ela. Desde então que ele pergunta se existe algum favor na qual ele possa ajudar para terminar aquela dívida que tem. No entanto, Luna odeia pedir ajuda. Desde sempre que tinha sido ela e as irmãs contra o mundo e não esperava que mais ninguém a ajudasse. Sempre tinha tido problemas de confiança e apesar de não se importar em ajudar, Luna ficava sempre de pé atrás em pedir para ser ajudada. Até certo dia.

Quando recebe a notificação do advogado de que a sua avó tinha falecido, a nossa protagonista decide finalmente voltar à cidade que tinha prometido que nunca mais iria voltar. Como tinha receio das consequências da sua ida, Luna finalmente acaba por pegar naquele favor que Rip lhe estava a dever. Assim, ele vira quase guarda-costas dela por aquele tempo em que os dois estão juntos naquela viagem até à cidade natal. A partir desse momento, a barreira entre empregador e empregado é quebrada e Rip e Luna tornam-se mais do que colegas, mas também ainda não são amigos. No entanto, Luna não é imune ao facto de que há coisas a mudarem.

Este livro foi perfeito. Honestamente está super bem pensado. Tem cabeça, tronco e membros e sinto que nada foi apressado. Os slow burns podem ser um turn off para muita gente porque de certa forma acaba por ter muita coisa a acontecer, mas ao mesmo tempo nem por isso. No meu caso, eu acho que é perfeito porque a Mariana Zapata faz as coisas de uma forma a serem perfeitas. A verdade é que nem consigo imaginar de outra forma. Tem tudo para correr bem e sou totalmente honesta porque se nota que a correspondência dos sentimentos é gradual e nada forçada. Todas as personagens existem por um motivo e dão sentido à narrativa e não desaparecem simplesmente, acabamos a ter sempre um motivo para elas existirem e elas tem um fecho.

Confesso que gostei bastante de toda a gente que aparecia no livro, apesar de ter um pequeno conflito entre alguns personagens. Uma das irmãs irritavam-me um pouco, sou honesta, porque apesar de entender os motivos acaba por não me conformar com a atitude dela para com a pessoa que a salvou e que honestamente lhe deu uma vida boa e oportunidades para poder ser livre. Acho que Luna merecia mais por parte dela, mas again eu entendo os motivos de como as coisas são, mas ao mesmo tempo não signifique que concorde e que apoie esses mesmos motivos e ações. Não consigo não gostar de um dos colegas de Luna, que infelizmente era com quem ela trabalhava mais - achei-o demasiado arrogante e saber demais - acho que era ridículo a forma como ele tratava a Luna por achar que ele como homem devia saber mais que ela. Fico contente por Rip ser um homem de poucas palavras, mas justo ao ponto de tomar ações e saber valorizar que uma mulher pode fazer qualquer tipo de trabalhos.

Por falar em Rip, ele tornou-se um dos meus book boyfriends. Um tanto grumpy (mas sempre adoramos quando eles são assim) e de poucas palavras. Ele é daquelas personagens que adoramos e que a sua love language é através de gestos. Ele trabalha acima de tudo para demonstrar o quanto gosta da pessoa através de gestos e de pequenos favores que faz. Por exemplo, um dos meus momentos favoritos é quando ele, sem dizer nada a Luna, acaba por lhe fazer o almoço todos os dias e deixa no frigorífico do trabalho para ela ver, porque ele sabia que ela não era boa na cozinha e, desde que a sua irmã mais nova tinha ido para fora durante o verão trabalhar, que ela se alimentava pior. São os pequenos detalhes, entendem?

Vale a pena, vale muito a pena. Leiam. Recomendo completamente.

Uma das minhas quotes favoritas:

“You gave me these pieces of you I know you haven’t given to anybody else, and they’re mine. You can’t take ’em back. I need them more than you do, you hear me?”