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«I am the author of my life. Unfortunately, I am writing in pen and can not erase my mistakes.» - Bill Kaulitz

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28
Jul18

Concretizei o meu sonho de ir à Lello ao visitar o Porto durante dois/três dias.

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Em 2015 tinha ido pela primeira vez ao Porto, mas sendo que tinha ido com a minha mãe e com a sua irmã, o que acabei por ver do Porto foi muito pouco comparado com o que se podia ter visto num dia inteiro, afinal... apenas vi uma rua e o que mais vi no meio daquilo tudo foi mesmo lojas, que ainda por cima existiam cá em Lisboa. 

Quando chegou 2018, a mana mais velha decidiu que tínhamos de ir a algum sítio em Portugal este ano. Decidiu então que, já que eu apenas tinha visto uma rua e que a Pipa nem tinha colocado lá os pés. Então, achamos que era uma ótima ideia ir ao Porto. Sendo que nós apenas trabalhamos aos pares, assim que se falou em viagem a mana mais velha tratou de convidar a sua melhor amiga e começamos logo a trabalhar para que tudo fosse feito para depois do nosso aniversário, especialmente para que nós as duas pudéssemos aproveitar.

Um dos pontos principais na viagem era eu puder ver a Lello, não me importava muito mais. No entanto, estava entanto estava bastante interessada em saber mais do Porto, porque é uma das cidades que toda a gente me fala que é linda e mágica, mas eu infelizmente ainda não tinha tido a verdadeira oportunidade de lá estar e ver com olhos de ver.

Os problemas começaram logo assim que metemos a ideia na cabeça. Grande parte deixei tudo para ser feito com a mana e com a sua melhor amiga, porque elas são muito mais viajadas que eu e portanto a única coisa que eu realmente queria era aproveitar a nossa viagem. No entanto, eu tinha uma palavra a dizer em relação onde estávamos. Assim sendo, o hotel acabou por ser canja depois de escolhermos as datas que foram muito bem discutidas graças às ferias da mana e da melhor amiga, porque elas sim trabalham (a minha única coisa foi que não batesse em nenhum dos meus exames).  

Quando já tínhamos hotel, acabamos por ficar um pouco apertadas no meio de transporte para o Porto. Em princípio estávamos para ir de comboio, especialmente porque assim podíamos levar quantas malas quiséssemos e não havia tecnicamente um valor máximo para as bagagens. Contudo, a CP não foi nossa amiga e nem nos andava a mostrar realmente os horários e os preços para os dias que queríamos, isto já bastante perto da data de quando iríamos. No final, acabamos por optar por ir de avião para o norte do país, porque no final, acabou por nos sair ainda mais barato

Com tudo pronto e confesso que no final, as coisas acabaram por ficar bem baratas. Pelo que sei, com o hotel para duas noites e com pequeno-almoço incluído mais ainda o voo, acabamos por pagar 100€. Não achei mesmo nada caro. (Era para pagar, porque depois acabou por ser a prenda da melhor amiga da mana mais velha para nós nos anos).

Só faltava arrumar as coisas e ter tudo programado para o dia esperado. 

A uma semana de irmos, acabámos por nos preocupar com as pequenas coisas. A mala que iríamos usar estava já decidida, como seriam apenas três dias e duas noites, decidi usar uma mochila da Eastpack (sempre fiel quando é necessária) e acabei por levar uma Eastpack mais pequena para andar comigo durante o tempo em que estaria a andar pela cidade (mochila que me acompanha já desde 2004). Depois pensei no que poderia vestir durante os dias. Queria algo confortável e que me permitisse estar confortável durante os dias todos e que não ficasse muito engelhada mesmo antes de eu a vestir. Assim sendo, acabei apenas por pensar nuns calções ou umas calças dependendo do calor que iria sentir. Depois, decidi-me por umas botas porque era realmente o calçado mais apropriado que tenho para andar durante tanto tempo.

A uns dias de pegarmos nas nossas mochilas e fazer-nos à viagem, lembrei-me da bolsa dos líquidos e lá fui eu com toda a pressa comprar na primark uma bolsa simples com garrafinhas para colocar o que eu e a Pipa queríamos.

Quando chegou o dia de irmos, parecia que estava tudo contra nós. O pai da melhor amiga da mana mais velha levou-nos para a estação de comboios que nos iria levar a Lisboa e o nosso único problema foi que todos os comboios em direção à margem norte estavam atrasados porque tinha havido naquela manhã um acidente na linha com um passageiro (nem quero mesmo pensar no que é tinha acontecido). Ao fim de quase uma hora dentro da plataforma conseguimos finalmente entrar no comboio rumo a Lisboa e quando saímos foi um dos alívios, estava calor e as pessoas continuam a não ser simpáticas independentemente de se pedir licença para passar e pedir desculpa.

Quando chegamos ao aeroporto, e felizmente ainda com muito tempo pela frente, comecei mesmo a sentir aquele nervosismo na barriga. Desde 2013 que não andava de avião e sabia que normalmente não era grande fan das descolagens, que me dava dores de cabeça e que portanto era a parte que eu estava menos segura no meio da viagem inteira.

Enquanto estávamos a entrar entendi que eu iria com a melhor amiga da mana mais velha ao lado e que pelo menos ela me iria deixar mais calma em relação à descolagem. Felizmente, as coisas correram melhor do que da primeira vez que andei de avião. A descolagem não tinha sido assim tão má e a viagem em si tinha sido rápida e bastante tranquila, especialmente porque estava bom tempo e isso facilitou bastante a viagem (ainda me lembro que apanhamos alguma turbulência da primeira vez que andei de avião e que me deixou um pouco descontente com isso). 

Ao chegarmos ao Porto enfrentamos logo um dos pontos que eu posso confessar que me desagradou um pouco: o metro. Para além de ser confuso como tudo por causa das linhas (que só no final é que acabei por me adaptar mais ou menos àquele sistema) ele era lento como tudo! O facto de ele ter de superfície faz com que ele tenha de andar mais lentamente do que se fosse um metro subterrâneo, mas após tantas paragens, já ninguém estava a aguentar aquela lentidão e acho que parti a rir com o Direction que a senhora monitorizada dizia a cada paragem do metro, socorro, aquilo fica na cabeça. Uma outra coisa que me deixou assim um pouco triste foi o próprio metro, pensei que ele tivesse mais espaço em si e que houvesse mais carruagens, por exemplo quando eu cheguei aquilo apenas tinha três carruagens... havia tantos turistas e não só naquela zona, que pensei mesmo que o metro fosse maior e contava que ele fosse mais espaçoso, especialmente para quem vai em mim. Quando se dá por si, já se está totalmente cheio e ainda nem entrou meia dúzia de pessoas.

O hotel por sorte é muito perto de uma das paragens do metro, que como já tinha tomado conhecimento da sua funcionalidade, acabei por comprar ainda dentro do aeroporto um passe de três dias que custa 15€ e que dá para usar no metro em todas as linhas e ainda no autocarro. Quando se está a conhecer a cidade e etc especialmente quando se apenas volta para o hotel ou onde se esteja instalado à noite, é fantástico para ser mais "rápido" (pelo menos que ir a pé), porque independentemente de ser numa cidade diferente, não consigo confiar numa cidade à noiteIMG_0188.JPG

O hotel era bastante modesto e cómodo, gostei de tudo! Acho que foi realmente um bom achado (se bem que não gostei nada de chegar tão tarde ao hotel na primeira noite, dado que independentemente que o hotel fosse bom, a zona da rua não era nada convidativa). Confesso e tudo que os pequenos-almoços eram muito bons e que eram bastante reforçados para que assim não fosse precisar parar o passeio apenas para ir almoçar.

A Pipa e eu ficamos num quarto e a mana mais velha e a sua melhor amiga ficaram noutro mesmo ao lado. No entanto, não eram totalmente iguais: enquanto que as mais velhas ficaram com duas camas singles juntinhas, eu e a Pipa ficamos com duas camas separadas, no entanto a da Pipa era uma cama single e a minha era uma cama de casal, bastante espaçosa que infelizmente acabei por ter de partilhar em ambas as noites que lá dormi (e tudo porque se tinha de carregar o telemóvel).

No primeiro dia, após termos chegados ao hotel e de termos trocado as nossas malas de viagem pelas nossas mochilas mais pequenas, voltamos a sair. Acabamos por nos meter para perto da Sé do Porto e andamos por lá a tirar algumas fotografias, confesso que aposto que esses momentos são sempre muito bons especialmente porque gosto de ver como a Pipa fica entusiasmada quando repara na arte, nas esculturas e nas igrejas (fiquei a saber e tudo nesta viagem o significado do porquê de nós fazermos tantas escadas ao pés das igrejas e etc).

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Ainda acabamos por ir ver a Ponte de D. Luís I e fiquei apaixonada por ela, já tinha ido em 2015 e antes não tinha visto como deve ser, porque a mãe tinha simplesmente parado a meio do tempo para no final acabarmos na lojas. Assim, este ano tive a oportunidade de atravessar a ponte e ainda ver um pouco dos ares de Gaia que é mesmo muito bonita, especialmente porque de tarde. Ainda fomos à estação de S. Bento que foi fantástica, adorei os azuleijos!

Os Aliados foram fantásticos e gostei bastante de como tudo estava construído e super bem alinhado desde o final até ao cimo e vice-versa. Acabamos a nossa noite a comer uma Francecinha nos Aliados, porque tínhamos de experimentar uma realmente feita no Porto e depois acabamos por ir aos Clérigos: durante o verão normalmente fechava por volta das 19/20h, mas depois de tantos pedidos os Clérigos voltaram a abrir à noite, dando uma grande vista do Porto de noite. Foi exatamente assim que nós terminamos a nossa noite, no cimo dos Clérigos, foi totalmente mágico.

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Depois, já com alguns copos em cima por causa do jantar, voltamos de metro para o hotel. Tínhamos andado tanto e fizemos tanta coisa nesse mesmo dia que acabamos logo por adormecer e nem eu, nem a Pipa fomos para ao quarto de hotel das mais velhas. Quando chegamos ao hotel foi tiro e queda!

Na manhã seguinte, acordamos cedo para podermos tomar um pequeno-almoço totalmente reforçado. Foi muito bom, para além de pão, croissants, acabamos também por comer ovos mexidos, estrelados, omeletas e ainda salsichas! Estava tudo realmente muito bom, especialmente porque para terminar ainda tinham direito a fruta, que realmente era uma boa parte do pequeno-almoço.

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Acabamos por ir em primeiro lugar comprar os bilhetes para a Lello. Quando a mana mais velha foi à Lello pela primeira vez, ela pagava 3€, no entanto, com a loja agora onde se compra os bilhetes e que tem ainda algumas coisas de Harry Potter, os bilhetes acabaram por aumentar para 5€ o que acaba por ser um pouco carote, mas acaba por compensar bastante não só por ser a Lello como também porque ao comprar um livro dentro da livraria acabaria por se descontar esses 5€, o que em livros de 30€, acaba por ser muito bom.

No entanto, como a Lello já àquela hora estava bastante movimentada acabamos por ir embora e pensamos em voltar mais tarde e assim aproveitar realmente. Acabamos por ir aos Jardins do Palácio de Cristal e que foi onde passamos grande parte da nossa tarde e só depois é que acabamos por ir para a zona da Ribeira do Porto, andamos a passar por lá e a cantar músicas dos Da Weasel, como elas andavam a dizer, mostrar os pontos principais da margem sul: especialmente a canção do Retratamento

Depois, como tínhamos perdido o nosso autocarro, acabamos por ter de subir a pé desde a zona da Ribeira até onde era a rua da Lello. Foi um grande esticão. Já não sentia as pernas e era sol por todo o lado, no entanto, parecia que estávamos a ver o fim do túnel quando reparámos na loja das tostas mistas onde pensamos lanchar antes de irmos para a Lello. Comemos as nossas tostas mistas e ainda bebemos umas quantas bebidas, especialmente caipirinhas. 

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Quando entramos na Lello, um calafrio tomou conta de mim. Era o meu sonho a tornar-se realidade. Eu estava realmente na Lello, um dos meus grandes sonhos desde sempre, já mesmo antes de saber de tudo o sei sobre o Harry Potter: era a livraria que eu sempre quis ir e eu estava mais que ansiosa para ir. Independentemente do espaço pequeno, era toda a uma magia. As escadas, a madeira, o cheiro, os livros, as luzes... era tudo uma harmonia e parecia que finalmente tinha encontrado o paraíso (se pensar muito em tudo o que vi naquele momento, choro). Foi realmente um grande momento. Tinha pensado e tudo comprar um livro lá, no entanto, aquele que eu queria mesmo comprar não havia e acabei por não comprar apenas porque não iria valer a pena comprar algo que não era realmente aquilo que eu queria. No entanto, digo mesmo que até os sacos era lindos!

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Saí de lá com lágrimas nos olhos e senti-me realmente triste por ter de me ir embora. Foi mágico e acho que nunca me tinha sentido tão em casa como naquela tarde, simplesmente mágico. Ainda na loja ao lado onde comprei os bilhetes, acabei ainda por tirar fotografia a entrar na plataforma que me iria levar para Hogwarts. No entanto, ainda queria ter querido deitar-me no chão mesmo ao lado do carrinho a fingir que não tinha entrado como aconteceu no segundo Harry Potter, mas acabou por não ser possível.

Ao saírmos, fomos ainda a uma loja de Funko Pops e acabei por encontrar dois dos que eu realmente queria dentro da loja e ainda por cima em promoção, neste caso, dois do Game of Thrones. Simplesmente não consegui ignorar.

Depois disso, acabamos por jantar numa casa de pizzas mesmo ao lado do restaurante do dia anterior nos Aliados e foi bastante barato. Ao todo, a nossa refeição com pizzas individuais e bebidas para quatro pessoas nem chegou a 30€ o que acabou por ser bastante bom!

No final, no dia seguinte com o nosso voo logo na hora de almoço, acabamos por ir apenas comprar uns livros que eu queria do Harry Potter que não havia na Lello. 

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Foram três dias fantásticos e confesso realmente que estou bastante contente com a viagem que fiz. Foi mesmo muito boa e adorei que fosse com as minhas amigas porque realmente fizeram com que fosse ainda melhor! Espero voltar lá e muito em breve, porque sem dúvida que o Porto é mágico.

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