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«I am the author of my life. Unfortunately, I am writing in pen and can not erase my mistakes.» - Bill Kaulitz

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06
Jul18

Eu fui ao Rock in Rio Lisboa 2018.

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Dia 23 de junho de 2018 voltei finalmente ao Rock in Rio Lisboa. Dia 1 de junho de 2008 tinha tido a minha primeira experiência num festival e também tinha começado a minha jornada como apreciadora de concertos ao vivo. 8 anos depois, a 20 de maio de 2016 voltei ao Parque da Bela Vista e presenciei mais um grande concerto e este ano voltei a lá estar e a fazer grandes memórias ao lado das pessoas que eu mais gosto.

Quando soube que os Muse vinham a Portugal mais uma vez, entendi que desta vez eu não poderia mesmo perder a oportunidade de os ver ao vivo. Seria horrível voltar a perder um show daqueles. Assim sendo, todo o dinheiro que eu tinha de natal acabou por ser utilizado para o bilhete do Rock in Rio e assegurei a minha presença ainda em dezembro do ano passado.

Não treinei para o concerto como pensava que iria fazer, seria uma perda de tempo e o que eu mais queria era aproveitar a música que eu gostava independentemente de eu saber de cor as letras das músicas ou não. 

Assim que chegou o 23 de junho soube que era o grande dia. Tive uma crise de moda há altura da hora e para quem se consegue despachar em menos de meia hora, acabei por demorar imenso tempo e deixar o armário de uma forma lastimável, porque não fazia ideia do que vestir. Desencantei umas calças de ganga e decidi que as queria usar quase como se fosse uns corsários: feita a decisão das calças e ao fim de muito tempo da parte de cima, começou uma nova luta... o que calçar. Foi uma vitória quando me vi totalmente vestida.

Decidi que não iria levar mala nenhuma para o concerto, apenas iria usar uma bolsa ao pescoço e debaixo da roupa que seria apenas para colocar os meus cartões de identificação porque sabia perfeitamente que iria beber e a probabilidade de não me pedirem identificação era tanta como a de pedirem, além do mais em sítios destes era sempre melhor andar documentada.

A melhor amiga da mana mais velha e o tio dela foram-me buscar a mim e à mana mais velha depois de almoço e fomos os quatro para o recinto. Ao chegarmos demos uma bela de uma volta por todo o parque e ainda podemos ouvir os primeiros acordes do concerto da AnaVitória enquanto bebíamos umas caipirinhas para nos refrescarmos, porque ali sim estava um calor dos diabos.

Querendo entrar no modo festivaleiro da coisa, acabei por ir com a mana mais velha fazer uma estrela na cara como se fosse uma tatuagem temporária. Senti-me tão fashion e tão dentro do festival que foi realmente uma grande experiência. No final, quando já faltava uma hora para o primeiro concerto, eu e a melhor amiga da mana mais velha deixamos o tio dela e a minha irmã para irmos buscar águas e irmos buscar o nosso jantar. A segurança está tão apertada no recinto que já nem comida se pode levar lá para dentro, aprendemos da pior maneira em 2016 e já em outros concertos nas quais eram as proporções que a mesma coisa tinha acontecido.

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Acabamos por nos deliciar com uma pizza familiar e com umas quantas águas. Decidimos especialmente a pizza porque seria mais fácil com a caixa de salvaguardar a comida que apenas iria ser comida após o primeiro concerto que iria abrir por fim o palco mundo. 

Estava tanto calor que o tio da melhor amiga da mana mais velha se tinha descalçado e estava deitado enquanto sentia os pés em contacto com a relva do parque. Outras pessoas já se tinham descuidado e não tinham colocado o devido protetor solar e já estavam feitas em lagosta. Ainda havia umas quantas pessoas que se tinham prevenido e que tinham decidido ir de bikini para lá, muito possivelmente pela nova atração do festival: a piscina.

Depois de termos ido buscar comida, não voltamos tecnicamente a sair do lugar. Ficamos sentadas até finalmente a primeira pessoa estrear o palco mundo do Rock in Rio Lisboa 2018.

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Diogo Piçarra começou com uma das suas músicas que eu por acaso gostei bastante e que sou bastante fan e terminou com a tão famosa Dialeto. Confesso que achei o concerto demasiado pequeno face aos outros três que eu já presenciei (dois em 2016 e um em 2017). Contudo, admito completamente que o Diogo me encheu as medidas a ter conseguido cantar Dialeto, Tu e Eu e ao ter cantado a nova música Paraíso do seu novo EP e claro ainda melhor foi ter cantado Trevo com a companhia de AnaVitória. No entanto, não deixei de ficar bastante triste por não ter podido ouvir mais uma vez a Só Existo Contigo, porque ela sim é sempre aquela que me deixa o coração apertadinho.

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Quando Haim entraram no palco acabei por nem me levantar. Deixei-me estar sentada e apreciar o concerto, porque mesmo não sendo fan do trabalho das três irmãs elas fizeram um grande show e realmente dava para estar sentado e ouvir a música e apreciar aquilo que estava a ser tocado e a ser cantado. 

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Na vez do Bastille confesso que apenas conhecia duas músicas, Good Greaf e Pompeii e confesso que nem me tinha apercebido que eu sabia as músicas até realmente quase na véspera do festival e foi graças à mana mais velha. Não sei o que foi melhor, o próprio concerto ou a t-shirt do vocalista que dizia "Bodega". Tal como as Haim deu para ouvir e gostei bastante do ambiente animador e festivo que se sentiu durante a sua performance. Deu para saltar e para me divertir enquanto esperava pelo então esperado concerto do dia.

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Ao chegar a ver dos Muse estava totalmente nervosa. Apenas chegavam mais pessoas e eu estava com medo de não ver nada, porque sou uma miúda apenas de 1,60 cm e estava com medo que alguma girafa acabasse por se pôr mesmo à minha frente e que me tapasse toda a visibilidade. Felizmente isso não aconteceu, mas o meu nariz parecia anestesiado com tanto fumo que levou, tanto de cigarro como de outras substâncias que eu nem me quero lembrar do cheiro. Assim que a banda entrou em palco tenho a perfeita noção que me perdi completamente, estava ao rubro. Dancei, cantei e gritei em plenos pulmões. Ao fim ao cabo estava tão embrenhada no concerto que até em algumas das minhas músicas favoritas acabei por nem as filmar por estar tão concentrada e fascinada com o próprio concerto. O MATTHEW TOCOU GUITARRA COM A LÍNGUA! Como é que era suposto eu não ficar totalmente fascinada?!

Foi de outro mundo e eu ainda nem acredito que eu tive oportunidade de estar lá mesmo a ouvir boa música e divertir-me tanto como me diverti. No final, quando já só faltava uma hora para terminar o festival acabamos por ainda ir beber umas quantas Somersby para matar aquela sede de álcool que ainda tínhamos. No final, ficamos com os copos e viemos para casa. Chegamos depois das duas e meia da manhã. Estava com relva no rabo, não sentia as minhas pernas e tinha as mãos inchadas de tanto aplaudir. Trouxe fitas para casa do último concerto, depois de elas terem ficado presas nos cabos do slide (nem sei como é que acabaram por ir lá tirar).

Não andei em filas intermináveis para conseguir um sofá insuflável da vodafone, ou uma mochila da edp com letras florescentes, ou até mesmo um chapéu! Fiz uma estrela no rosto porque quis, consegui um lenço gratuito que faço tensões de o usar no braço e ainda consegui presenciar um dos melhores concertos que já assisti até hoje. O Rock in Rio teve realmente de tudo para de dar a melhor noite de sempre.

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