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Attention

«I am the author of my life. Unfortunately, I am writing in pen and can not erase my mistakes.» - Bill Kaulitz

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04
Fev18

"Master has given Dobby a sock! Dobby is free!"

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Harry Potter and the Chamber of Secrets live.jpg

Em maio de 2017, fui ver com as manas e com a melhor amiga da mana mais velha o primeiro filme de oito da saga do Harry Potter. Adorei a magia que se sentiu naquele dia: estava calor e já apenas queria ver água ou até uma boa Coca-Cola ou mesmo uma Somersby. As pessoas faziam-me calor com os seus mantos para demonstrarem a sua devoção à casa, na qual tinham sido colocados pelo Pottermore (acredito que em mim a coisa foi como o Harry, mas ao contrário. Era para ser Gryffindor, mas escolho ser Slytherin).

Desta vez, graças à melhor amiga da mana mais velha, tive a oportunidade de ir com elas ver o segundo filme e ainda por cima aproveitar o melhor tempo possível com as três pessoas que mais gosto no mundo. Fomos para lá e eu sempre entusiasmada e brincando com o facto de poder aproveitar e ver o nosso querido Dobby e ainda ver o meu personagem favorito o meu Dark Lord aka Voldemort e menos conhecido como Tom Riddle.

Grande parte das pessoas estavam vestidas a rigor, mantos de todas as casas demonstrando o seu amor pela casa e pela equipa a que tinham sido colocados, varinhas em todos os lados e ainda havia pessoas que tinham feito cosplay! (Nunca me vou esquecer de ver uma rapariga vestida da Madame Pomfrey).

Os pais deixavam os filhos, naquele dia especial, comer pipocas como jantar ou até mesmo um belo cachorro quente. Os pais gastavam dinheiro à brava para deixar os filhos felizes com as varinhas do Dumbledore, Harry e até mesmo do feiticeiro cujo nome não deve ser pronunciado, ou a comprarem os cachecóis das suas respetivas casas ou até mesmo t-shirts e camisolas com o símbolo de Hogwarts ou até mesmo com o nosso elfo favorito nele e com a sua querida meia.

O Pavilhão Atlântico aka Meo Arena ou pior ainda a Altice Arena (não me consigo habituar a este nome), estava quase esgotado para vermos o segundo filme de uma das sagas mais faladas de todos os tempos. Nada melhor do que rir em conjunto com as caras do nosso melhor amigo Ron Weasley, sorrir pela forma como a Hermione Granger é super inteligente ou ainda melhor a coragem que o Harry Potter tem por conseguir derrotar uma cobra daquele tamanho!

Foi a primeira vez que voltei a ver o filme depois de ter lido o livro e consegui relacionar-me ainda mais com a história do que antes de ler lido no ano passado. A coisa realmente está bem feita. 

Não sei quantas mil pessoas ali presentes para ver o filme que se tem casa, mas a magia que se sente ao ouvir a banda sonora ao vivo, torna tudo ainda mais especial. Uma das coisas que eu seriamente achei melhor do que da primeira vez foi o som: desta vez o som da orquestra estava muito mais alto ao ponto de por vezes conseguir camuflar o som do próprio filme, achei isso bom. Porque de facto trás logo uma grande magia para aquele momento. 

As coisas foram simples e por vezes até me esquecia que eu estava ali para ver o filme com a orquestra e quando olhava para baixo, ali estavam eles! A tocarem tão bem que eu própria não poderia fazer melhor (só sou uma pró a tocar flauta eheheh e é daquelas de primária), são realmente artistas. 

Harry Potter consegue atingir qualquer idade. Aquela expressão de '8 a 80' realmente acaba por entrar neste parâmetro. Ainda quando o Pavilhão Atlântico estava para encher, uma família composta por mais de 10 pessoas acabou por se sentar exatamente à nossa frente. Ali estavam duas miúdas que tinham menos de 10 anos, duas raparigas que tinham ar de 16/17 anos, quatro adultos e ainda mais três pessoas nos seus 70/75 anos. Não é para qualquer um.

Ver um filme em conjunto com mais não sei quantas mil pessoas e ainda estar a ouvir a banda sonora ao vivo é qualquer coisa de inovador. O final do filme acho que foi a grande potência de toda a audiência. Grande parte dos espetadores, ria-se ao longo do filme especialmente pelo Ron e pelas suas caras de menino assustado por estar a conduzir um carro voador, por causa da carta que a mãe lhe mandou, ou até mesmo por causa das aranhas (o miúdo tem fobia, tadito).

No final, o nosso Harry, ao matar finalmente a memória do feiticeiro mais temido de todos os tempos, ele não só consegue salvar Hogwarts (o seu lar), como consegue finalmente desmitificar uma das maiores mentiras dos últimos 50 anos que se tinha vinculado a Hogwarts sobre a Câmara dos Segredos e ainda conseguir finalmente demonstrar que o nosso Hagrid é totalmente inocente. Só mesmo o nosso Potter para conseguir fazer tanto.

Malfoy continua a ser um personagem a evoluir e desta vez com a presença do seu pai Lucious a coisa acaba por se tornar ainda mais real. A forma como o Draco é, é totalmente compreendia através das atitudes do seu progenitor que ainda é muito pior e claramente o grande percursor daquele problema todo com a Câmara dos Segredos ao colocar o diário no caldeirão da Ginny. Mas sem dúvida que uma das melhores cenas do próprio Draco é o duelo entre ele e o Harry, também como não rir quando está presente o Lockhart com as suas tentativas falhadas de mostrar que é um grande feiticeiro?

Dobby por outro lado continua a ser o nosso elfo favorito de todos os tempos, mesmo com as novidades que vamos tendo ao longo dos livros em relação aos elfos domésticos, o Dobby é sem dúvida o personagem que consegue fazer o segundo livro/filme ainda mais fantástico do que já é (obrigada J.K.Rowling por o teres criado).

Uma das coisas interessantes de voltar a rever filmes ou livros depois de se andar a ver e a ler as sagas há anos é que acabamos sempre por ver/ler coisas, que nunca tínhamos visto que elas tinham aquele significado ou coisa assim parecida. Neste caso, acho que foi bastante conveniente a conversa que o próprio Dumbledore teve com o Harry no final do filme quando estavam os dois no seu gabinete. Durante essa conversa em relação ao serpentês, o Harry estava preocupado por falar a língua das serpentes, mas quando Dumbledore fala que Voldemort, ao dar-lhe a cicatriz tão conhecida, tinha acabado por transportar para o rapaz alguns dos seus poderes e um deles era claramente o falar serpentês, Harry relaxa. Se pensarmos bem nas suas palavras e no que ele disse a seguir, podemos já ver indícios do que poderá ser esse elo de ligação: os famosos Horcruxes poderão já estar a dar o ar da sua graça logo no segundo filme? Até poderia ser! Especialmente porque ao longo dos livros Dumbledore até afirma que uma das coisas que ele andava a adiar era contar-lhe toda a verdade, especialmente porque tinha desenvolvido um grande elo com ele, especialmente porque o mais velho é o grande porto seguro para o mais novo.

A audiência ficou ao rubro no final do filme e isso até foi bastante engraçado enquanto a orquestra tocava. No último discurso de Dumbledore, o nosso diretor favorito acabou ele próprio por pedir um grande aplauso à professora Sprout e à Madame Pomfrey pelo sumo de mandrágora para curar as vítimas petríficadas: os espetadores aplaudiram fortemente e até colocou um sorriso a grande parte das pessoas porque nós próprios estávamos todos juntos para a mesma causa e basicamente estávamos a viver exatamente o que estava a acontecer no filme. A segunda foi quando o diretor afirmou que como prémio por terem conseguido ultrapassar aquele ano e tudo o que tinha acontecido, não haveria exames no final do ano - aí sim nós todos dos '8 aos 80' aplaudimos e gritamos! Porque não importa realmente a idade que temos, sempre que alguém afirma que os exames são cancelados, todos sabem que é a melhor sensação do mundo (exceto a Hermione, claro)! Por fim, não havia como não aplaudir: a forma como Hagrid entra, depois de ter estado em Azkaban, é mesmo fantástica. Especialmente quando ele chega perto do trio seu preferido, acho que foi um grande momento, devido essencialmente à carga emocional que teve o momento - não eram precisas palavras, aqueles três miúdos de 12 anos acreditaram nele enquanto mais ninguém, a não ser Dumbledore, tinha acreditado nele, em 50 anos. Tudo tem uma grande carga emocional. E nada melhor do que um grande aplauso para o grande Hagrid. Afinal, como é que uma pessoa que ajuda a Hermione depois de o Draco a ter chamado Sangue de Lama poderia alguma vez ser o herdeiro de Slytherin?!

A melhor parte sem dúvida, acho que foi uma pessoa que no final do filme, exatamente no reencontro do trio. Naquela altura ouvia-se apenas a orquestra e o filme, e a pessoa acaba por soltar um belo de um assobio, daqueles dos piropos, exatamente no momento entre a Hermione e o Ron! Não podia gerar mais risada que aquela!

Uma das partes que ninguém se pode esquecer no filme e que também torna o filme mais fantástico é nosso querido e novo professor de Defesa contra as Artes Negras. Porque como esquecer o Lockhart? Um dos professores mais vaidosos de sempre e um dos mais fraudulentos que lá passou por aquele posto (pelo menos o falso Moody ensinou alguma coisa). Até parece estranho que um professor daqueles possa realmente ter pertencido aos Ravenclaw, mas sejamos sinceros é preciso ter uma grande esperteza para conseguir fingir aqueles anos todos que ele era o grande autor de tantos feitos heroicos e nunca vir a ser descoberto, claro que com a ajuda dos feitiços de memória, mas é de tirar o chapéu! Falava e tudo com as manas e com a melhor amiga da mana mais velha: se o Lockhart fosse efetivo ele fazia de tudo para ser o chefe de equipa!

Há sempre tempo para uma noite mágica com direito a uma das poções mais nojentas de sempre e ainda temos a recordação do nosso primeiro feitiço aprendido (Wingardium Leviosa!) (pelo menos o nosso, porque a Hermione já os sabia a todos!)!

Levamos com chuva, mas não nos importamos nem um bocadinho! O que mais importava era se o nosso Dobby iria ser livre, se a Ginny iria sobreviver e se o Harry iria conseguir derrotar o Basílio e claro a memória de Tom Riddle.

Foi foi confirmada a presença da orquestra aqui, em Lisboa, no Meo Arena em 2019. O terceiro filme em orquestra? Nada me soa melhor! Viver o que se vive nestes momentos... é claramente para repetir.

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