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«I am the author of my life. Unfortunately, I am writing in pen and can not erase my mistakes.» - Bill Kaulitz

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21
Dez18

Quando pensas que és o único na faculdade.

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Não quis falar sobre isto durante todo o semestre. Não quis porque me sentia tão sobrecarregada e tão saturada que não conseguia mesmo falar sobre o assunto. 

Durante todo o semestre a tensão foi bastante e contudo tentei ao máximo não desistir de todas as cadeiras que tinha para fazer. Era aquela coisa... se o ano passado tive 6 e passei a tudo 5 não eram realmente nada. 

Este ano tive uma das cadeiras mais exigentes de todo o meu curso, tanto a nível prático como a nível teórico (falarei de um dos pontos mais práticos num outro post). Quando começou essa cadeira, tive de me juntar a mais três colegas do que era suposto: devíamos ter sido três: eu e mais duas amigas. Contudo, juntamo-nos a mais três de um outro curso por insistência do professor. A coisa parecia que iria acontecer como deve ser: não nos conhecíamos, mas parecia que nos iríamos dar todas bem. No entanto, as coisas acabaram por descambar ao longo dos projetos e ao longo do tempo que nos iríamos conhecendo.

Quando se três raparigas se dão bem e se juntam a outras três raparigas que se dão bem entre elas, acabamos por não criar um grupo coeso. São apenas dois grupos que decidiram trabalhar juntos, apenas isso. A coisa começa a não correr melhor quando finalmente nos conhecemos e acabamos por entender quem é que realmente está a trabalhar para a nota. 

Hoje tive a minha última avaliação na cadeira. Na semana passada depois da grande avaliação, ele mandou-nos dos trabalhos. Um para terça que seria a conclusão do grande projeto e o outro trabalho seria então o trabalho para entregar hoje. As três raparigas começaram a disparatar. O que é que disseram? Que ele devia estar maluco e que tinham outras coisas para fazer, que tinham outros testes e que desta forma elas estariam demasiado ocupadas para fazer um trabalhinho. 

Fiquei um pouco danada. Confesso que fiquei mesmo chateada, porquê? Porque parecia que apenas elas é que tinham trabalhos e testes para fazer e que nós as três teríamos realmente todo o tempo do mundo para trabalhar daquilo que o professor tinha pedido. No meio disto tudo, acabei por ficar calada e mantive-me concentrada. O problema estava a ser resolvido. Distribuímos tarefas e elas apenas tiveram de aceitar e pronto.

No meio disto tudo, quando finalmente me deram tudo para poder montar entendi que fizeram diversos erros durante o relatório. Resposta para que elas pudessem fazer de novo? Não tenho tempo para emendar. Faz tu isso. Fi-lo para não me saltar a tampa, mas não valeu de muito. Mais tarde, ela acabou por me saltar.

O erro frásico era uma coisa, outra era erros durante o grande projeto. Colocarem comunicações públicas para dar a conhecer os projetos com informação errada que no final iria ser avaliada foi o pior erro que elas realmente poderiam ter feito e sinceramente estou chateada, porque as respostas para os erros quando abordados eram sempre: Qual é o mal?

Depois, quando pensava que não poderia realmente haver mais nada, não colocaram as fotografias que eu tinha pedido para colocarem. Por volta das 2 das manhã, lá foi a parva tentar encontrar fotografias e tentar falar com o resto das duas raparigas do grupo que eu sabia que estavam acordadas para conseguir fazer o trabalho para ele valer de algo. No meio disto tudo, chegou o dia da primeira entrega. As fotografias tiveram um problema e eu apenas consegui imprimir a minutos antes da aula e por consequência colar já dentro da mesma. A resposta delas para o trabalho que foi completado naquele momento foi: Isto ainda não estava feito? Era preciso colocar fotografias?

Isto enquanto elas me diziam que estavam com muitos testes, estava eu a emendar tudo o que elas tinham feito na véspera de um teste e elas não queriam saber. E isso foi aquilo que mais me incomodou no meio disto tudo. Pensarem que eram as únicas a terem uma agenda cheia na última semana de aulas.

No final, eu e as minhas duas amigas tomamos conta do último trabalho. Aquele que era para ser entregue nesta quinta-feira. Pois bem, o que aconteceu? Com o teste que tínhamos na quinta-feira, não conseguíamos fazer um trabalho de campo antes de quinta, contudo, com quatro horas sem fazer nada e sem realmente contactarmos com o resto do grupo, fomos fazer o nosso trabalho depois do teste. Depois do teste mais complicado de todo o semestre ter terminado, metemo-nos pelas ruas de Lisboa e fizemos o nosso trabalho todo. Em menos de nada tínhamos tudo feito. Quando terminou, nem eu tinha acreditado.

Ele adorou! Adorou tanto que ele próprio não parava de nos elogiar pela imaginação. O que mais me chateou quando mostramos ao professor o nosso trabalho? O que mais me chateou foi que nem elas tiveram interesse em saber o porquê do 17,5 que tinham acabado de receber.

Não tenho paciência para estas birras que vieram a acontecer durante todo o semestre. Claro que estamos sobrecarregados. Estamos na faculdade. Todas no último ano. Todos os professores estão a dar matéria que se fosse num ensino secundário se estaria a dar em 9 meses, naquele caso eles dão em 3. Claro que estão sobrecarregados, o calendário está a mudar e se muda as coisas também terão de se apertar mais. É completamente normal.

Não tenho paciência para este tipo de situações em que basicamente elas sempre esperam que uma das de nós as três acabe por falar com o professor, ou que basicamente espere que façamos tudo. Irrita-me que quando assumem uma posição acabem por ignorar a restante opinião do grupo. Não tenho paciência para birras e juro que foi isso que eu tive de levar durante três meses. Três meses a ouvir elas apenas a lamentarem-se do quanto aquela cadeira estava a ser pesada e da forma como não gostavam da forma de fazer as coisas do professor. 

Aquilo nunca foi um grupo coeso... nunca foi. Era dois grupos num apenas, que tentaram dar-se minimamente bem até ao final do semestre. E que semestre...

Ainda bem que acabou. 

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