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«I am the author of my life. Unfortunately, I am writing in pen and can not erase my mistakes.» - Bill Kaulitz

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08
Ago18

What I Saw #126

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As Vantagens de ser Invisível (2012)

As Vantagens de ser Invisível.jpg

Desde que o filme saiu que pensei em ler primeiro o livro, no entanto, acabei por ir sempre adiando especialmente porque tinha uma ideia (errada) do final do conteúdo tanto do livro como do filme. 

Quando vi os atores quase que me dava um fanico, basicamente tinha apenas atores que eu conhecia a Emma Watson aka Hermione Granger, o Logan Lerman aka Percy Jackson, o Ezra Miller aka Flash e ainda o Credence do Fantastic Beast and Where to Find Them, a Nina Dobrev aka Elena Gilbert, entre muitos outros atores que eu conheço de outros filmes que eu já tinha visto.

Logan Lerman é Charlie e ele finalmente volta para a escola depois de ter enfrentado uma depressão bastante séria devido ao seu melhor amigo se ter suicidado. Um dos pontos principais para ele voltar à escola é começar a fazer novos amigos e que dessa forma ele consiga superar da melhor forma tudo o que aconteceu. Os seus pais mantêm-se preocupados com ele e bastante atentos, mas tentam ao máximo não invadir o espaço do rapaz. Especialmente porque sabem que ele próprio se irá fechar ainda mais ao entender que os pais estão preocupados.

Charlie é o filho mais novo e independentemente da sua irmã mais velha, Candace, interpretada por Nina Dobrev, estar bastante empenhada a ajudá-lo a conseguir superar tudo o que já tinha passado, é sempre complicado quando se está na escola e especialmente quando se volta ao secundário. Charlie também tem mais um irmão mais velho, no entanto, ele próprio vê-se sozinho quando ele vai para a faculdade e acaba por sair de casa durante esse tempo. Assim sendo, Charlie mesmo rodeado pela família sente-se bastante fechado sobre si próprio.

Tudo muda quando acaba por conhecer dois amigos, quase irmãos, que não se importaram com o passado dele. Não se importaram com a história dele quando contou e não se importou que fosse tímido e que tivesse algo tão importante nos seus ombros e que estava agarrado a ele. Importava sim que ele estivesse com eles e que ele fosse um grande guerreiro. Sam (Emma Watson) e Patrick (Ezra Miller) foram quem salvou Charlie de se voltar a afundar na depressão com o tempo; foram os dois que o mantiveram à tona durante todo o ano-letivo. 

Um dos pontos que eu gostei bastante no filme foi as mensagens secretas por detrás. Acho que o filme era demasiado complexo, especialmente quando se é passado ainda no final do século XX, mais concretamente em 1991. Sam estava totalmente perdida no seu rumo, não sabia o que fazer e independentemente disso a própria não tomara as melhores decisões ao longo do tempo, porém um dos pontos que a ajudou bastante foi a música. A música começou a ser o seu refúgio e de repente tudo para ela fazia sentido. Assim, tudo o que tinha feito anteriormente deixou-se ficar no passado e Sam demonstrou ser uma outra pessoa totalmente diferente com o tempo. 

Charlie para além da sua depressão mostra-se bastante tímido e recatado em não demonstrar realmente o que sente perto da família, de Sam e de Patrick e muito menos dos amigos dele, nem mesmo do psicólogo. As coisas acabam por piorar ao longo do tempo. Charlie vê-se a cair de novo na depressão e em todos os sintomas que assim o afirmam e a única forma de se sentir melhor é quando está com os dois amigos, independentemente de contar o que se passa, ou então quando escreve. Charlie realmente conta tudo para o tal amigo e que dessa forma a própria pessoa que esteja a ler e a ver acabe por conseguir ter alguma empatia com o próprio Charlie. É sem dúvida algo estonteante de se fazer.

O romance está bastante presente no filme, mas achei bastante interessante a forma como as coisas foram feitas. Estamos nos finais do século XX, no primeiro semestre de 1991, e realmente há diferentes tipos de amor. Charlie sente-se bastante atraído por Sam e gosta realmente dela ao longo do tempo. Os dois entendem-se perfeitamente, no entanto, Sam está com um rapaz mais velho do que ela e que já frequenta a faculdade. Patrick por outro lado ele próprio também tem uma grande paixão por um colega de escola, um dos jogadores de futebol americano. Gostei particularmente este tópico especialmente porque vê-se os diferentes tipos de mentalidade que estão registados na última década do século passado em relação à homossexualidade. Quando reparei que havia um casal homossexual no filme surpreendeu-me logo pela positiva pela forma como as coisas foram feitas para retratar como as coisas eram na altura. Patrick não podia estar com quem queria, mesmo que fosse consentido. Porquê? Pela família. A família do seu companheiro era tradicional, especialmente o seu pai e vê-lo com Patrick era algo que ele não tolerava. Toda a relação deles era às escondidas de todos devido a isso. Ninguém podia saber, nem mesmo os amigos mais próximos do companheiro de Patrick, porque ele próprio sabia o que iria acontecer.

Um dos pontos principais que eu adorei ver no filme foi uma das frases que eu simplesmente adorei. We Accept the love we think we deserve.

Face a todas as mensagens do filme esta é uma das mais fortes. A forma como Charlie não faz nada para conseguir ter Sam, porque sabe que está com outra pessoa, mas mesmo assim não faz nenhuns avanços nesse sentido. Patrick e o seu companheiro e a forma como as coisas acabam e a forma como tudo continua. E sobretudo o passado de Charlie e ainda o relacionamento de Candace com o seu namorado, Darek, (Nicholas Braun) e de como as coisas acabaram por descambar e de como acabou por se transformar num relacionamento abusivo. Sinceramente acho que esta parte da mensagem é realmente importante e com um grande significado.

O filme excedeu as minhas expectativas e eu sinto-me contente por o ter visto. Dramático? Sim. Bastante complexo? Podem crer. Porém foi sem dúvida um grande filme e realmente adorei todos os seus significados e não consigo esquecer todas as interpretações que acabei por ter neste filme. Especialmente o momento do túnel quando os três amigos estão no carro com a música bem alta. Um dos momentos mais importantes e um dos momentos que eu mais gostei.

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