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«I am the author of my life. Unfortunately, I am writing in pen and can not erase my mistakes.» - Bill Kaulitz

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02
Nov18

What I Saw #132

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Bohemian Rhapsody (2018)

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Antes que me esqueça de tudo o que tenho para dizer, decidi que a estas horas da noite o post sobre o filme. Sinceramente estou a fazê-lo porque tenho tanta coisa para falar que achei que era melhor fazer nesta mesma noite em que o fui ver.

Durante a tarde tive a oportunidade de ir ver com os meus pais este grande filme. Sim, vou já afirmar no início do post que foi um grande filme. Posso já confessar que quase que chorei (já desvendarei o porquê do meu quase).

O filme é uma grande homenagem à grande banda Queen e especialmente ao vocalista da mesma, Freddie Mercury. Todo o filme acaba por ser a própria vida de Freddie vista especialmente do seu posto de vista e de como foi criada a banda e como tudo foi a partir dos primeiros passos.

O facto de gostar muito da banda não me faz saber tanto como eu gostaria de saber, especialmente porque normalmente não ando tanto a par. Sabia o porquê de ele infelizmente ter morrido em 1991 e em que condições, mas a vida do próprio era-me basicamente desconhecida. Portanto, este filme veio-me abrir os olhos para o mundo que era realmente a vida do Freddie e a vida dos Queen. 

Um dos pontos que eu adorei realmente no filme posso já salientar é o facto de se ver realmente uma relação com base na confiança e tudo mais. Eles os quatro acabaram realmente por formar uma grande família, contudo nota-se perfeitamente que cada um dos membros tem as suas próprias famílias: o único ponto fraco de Freddie. No filme nota-se perfeitamente a forma como ele se sente em relação às suas linhagens familiares e também vemos o quanto ele não gosta disso e de como ele despreza totalmente o seu passado, ao ponto de mudar o seu nome e o seu apelido, não só para o tornar mais artístico, mas para se poder desligar ainda mais das suas raízes.

Nos palcos, como é visto no filme, Freddie tem uma grande alma e uma grande autoestima de forma a conseguir mostrar uma grande força e aquele ar de mauzão para o público, contudo, quando tudo termina, acaba por se mostrar uma pessoa com uma grande falta de autoestima e que necessita a todo o custo de ser amado. É o que ele mais quer - ser amado. A forma como ele se sente quando está com Mary por exemplo é disso mesmo: desde o começo da banda que Freddie vê Mary como o seu ponto de abrigo e que portanto é como realmente a sua família antes mesmo de começar a sua banda, a pessoa que estava com ele quando ele finalmente se tornou o Freddie Mercury.

A escolha de músicas do filme. Na minha opinião acertaram no ponto, músicas que são conhecidas realmente por todos e que realmente são aquelas que puff toda a gente conhece, na realidade. Contudo, há um pequeno senão no meio da setlist. Nada contra as músicas escolhidas até porque foram as melhores e de certa forma acabaram por me deixar totalmente K.O e foi um dos motivos para eu ter quase chorado. Posso não ser muito entendedora de Queen e bla bla bla, contudo, sei de quando é que são as músicas e algumas delas durante o filme foram tocadas antes de elas realmente serem lançadas. Ou seja, os Queen estavam a tocar músicas que ainda não tinham sido escritas quando foram postas no filme. Mesmo assim, volto a referir foi uma grande seleção de música e na realidade foi mesmo uma grande escolha. E quero falar de novo de como eu quase chorei. O filme acabou realmente no melhor ponto, porque aposto que se tivesse continuado por mais tipo dois minutos eu teria desatado num pranto horrível e apostava mesmo que a torneira nunca mais ia fechar. Isso era garantido.

O grande porquê de as lágrimas virem aos olhos é simples na realidade. Acabei de salientar que o filme conta realmente a história de Freddie Mercury e é sabido que ele acaba por morrer aos 45 anos. Contudo, isso nem aparece no filme. O que aparece no filme é as reações à doença e à forma como o próprio acaba por viver com a doença e de como não quer que isso acabe com tudo o que ele tinha realmente conquistado ao ponto de nada ter valido a pena. Um dos pontos principais é que quando Freddie conta aos companheiros de banda, as coisas parecem ser o gatilho para que as lágrimas comessem a querer sair: quando ele conta que tem o vírus HIV a tensão é realmente sentida no momento e quando ele relata que realmente não quer a pena das pessoas: nem quer que as pessoas saibam porque não quer levar com a pena delas, é realmente algo que toca. Especialmente porque ele está a contar à família dele a quem realmente lhe é mais importante e ele não quer realmente ficar sem essas pessoas. Assim sendo, as coisas tornam-se ainda mais tensas e emotivas. Tudo quase que acaba por transbordar quando Freddie afirma aquilo que ele realmente quer com o concerto, o que ele realmente e de que forma isso é realmente importante para ele.

É por isso que eu quase chorei. Para além de não falar de como é impossível não me emocionar com as letras e a forma como ele canta a forma como a pessoa realmente se sente dentro do filme quando o Freddie abre a boca. 

Uma das coisas que eu quero falar ainda sobre a música é isso mesmo. O filme acabou por estar tão bem feito que conseguiram realmente colocar a voz do próprio Freddie e dessa forma podemos mesmo sentir a força e a potência da sua voz desde o início do filme e isso deixou-me feliz por terem conseguido fazer as coisas mesmo bem feitas! 

Outra coisa que eu gostei muito foi que foram buscar bons atores para fazer o papel, não é que sejam parecidos parecidos, mas confesso que fizeram mesmo muito bem a caracterização de cada um deles ao ponto de conseguirem apanhar os gestos dos próprios! Então Rami Malek conseguiu fazer isso de uma forma que eu simplesmente nem acredito a forma de andar do próprioa forma como ele se movimentava no palco, socorro! Estava realmente muito bom nesse ponto e até as falas, acho que realmente estava mesmo muito bom nesse aspeto.

Sem dúvida que foi um grande filme e sinceramente acho que terei de esperar ligeiramente mais um bocadinho para poder ouvir as músicas dos Queen de novo pelo menos um dia ou dois, porque sei perfeitamente que a probabilidade de desatar a chorar é elevada, porque como ainda por cima não chorei no cinema, sei que me vou lembrar das cenas e que vai ser isso mesmo que vai acontecer, a Twi vai desatar num pranto se ouvir especialmente as músicas que deram no filme. Isso é realmente um facto.

Sem dúvida que está no coração e é sem dúvida um dos melhores filmes que eu vi este ano. 

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